Esperança
- Bruno César Vieira

- 17 de abr. de 2014
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Pelo que se Espera?
Pelo súbito punhal
nas costas,
semeando sangue ao algodão?
Deslizando os dedos
sobre o couro do cabo,
fôlego cortado,
perfurando o coração?
Gira em pressão,
lâmina afundando — Enfia o Facão.
Corpo e morte escorre —
A dor. Um pobre músculo batedor.
Não se espera o coração.
Retira-o do peito e
traga a boca a mastigar
e cospir o que havia ali.
Não se espera o nome dela.
Horror e delírio.
Calafrio que aflita a espinha.
A maldição de uma era,
e se esforça demais,
mas o passado continua sóbrio e calmo
sob o seu olhar — Pensar.
Maldita, dita.
Ainda lembrarei,
e suspirarei pela esperança
de te encontrar talvez
e sofrer como nunca antes,
só mais uma vez.