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Eu Sinto Raiva

  • Foto do escritor: Bruno César Vieira
    Bruno César Vieira
  • 3 de nov.
  • 1 min de leitura

Muita raiva.

Bem daquelas que queimam tudo

quando o mundo me nega o direito de arder.


Quando foram racistas comigo,

eu — O HOMEM NEGRO —

pedi ajuda à mulher branca que estava comigo,

e o silêncio pesou mais que mil insultos.


Gritei!

Não por fúria, mas por medo. Desespero.

O homem que cuida não é o mesmo que é ferido?


Quem acolhe minha dor como dor?

Pois para ela, meu grito deixou de ser pedido

e virou perigo.


Reescreveu o sentido.

Transformou meu medo em culpa,

minha humanidade em suspeita,

meu choro em ruído.


E eu, mais uma vez,

fui lembrado do contrato não escrito:

certos corpos não têm direito

à proteção,

ao erro,

ao grito.


E que bom que o tabu está sendo quebrado —

Afinal, O HOMEM MAU merece advogado

ou pode ser apenas cancelado?


E ainda que siga translúcido, mesmo ferido — existo.


O tempo é o senhor dos dois destinos que me sentenciam —

Tentam me apagar, me dobrar, me envergonhar,

mas resisto, grito, cresço, explodo.

Nenhum juízo, autor ou artista

conseguirá matar a grandeza deste menino.

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