O Fascínio Juvenil Pela Queda
- Bruno César Vieira

- 27 de dez. de 2015
- 2 min de leitura
Atualizado: 26 de nov. de 2025
não se assuste com o açougue. nele só existem as coisas mortas que alimentam nós, os carnívoros.
pois se ano passado me vi ascensão; esse ano foi a mais louca queda pelo abismo. a altura não me deu vertigem, muito pelo contrário, as nuvens me impulsionaram para voar mais, mas o chão, quando chegou, não pediu licença.
estatelado então, você conhece a dor. aquela que pesa. a gente aprende a levantar, e seguir a diante. a gente se esquece que poderia tudo ser mais leve.
e quem diria que todo aquele papo bobo de 'plano de suicídio a longo prazo', com um isqueiro e marlboro na mão, daria tão certo num prazo não tão longo assim. tsc.
mesmo assim, não quero ser prepotente em dizer que aprendi, mas vivi.
vivi matando e sendo morto. e da vala que me enterraram, não me chamaram de zumbi, mas serviram minhas entranhas junto com minhas vítimas num jantar maldito na sala de estar.
certa mesmo estava a Má, uma amiga, ao falar que, se ano passado foi dois mil e catarse, esse foi dois mil e crise... pois é... pois é...
de qualquer forma sempre acreditei no poder do processo e da aprendizagem.
se você quer ser bom em algo, estude até ser o melhor.
e nos processos de autodestruição, conheça seu deus:
'a porra de um maluco' era como eu sempre me apresentava.
e não que era de todo mal, afinal, aquele juvenil arrogante que começou a estudar alguns anos antes, se formou um pouco menos arrogante. minha filosofia pessoal era simples: não se importe com ninguém, e não deixe ninguém se importar com você, porque o buraco em que você quer se enfiar, ninguém vai gostar de ver.
hoje já não concordo tanto assim com isso assim,
viva e deixe viver, a vida nunca te prometeu nada.
"O que está morto não pode morrer, mas volta a se erguer mais duro e mais forte"- Oração comum do deus afogado, Casa Greyjoy
sei que estou grato e me perdoo. sentimentos que a muito tempo não sentia. me sinto bem comigo e me sinto bem por tanto e tantos. amo os poucos, mas aqueles poucos que eu sei bem.
pois bem, se você esta lendo esse texto até agora, é porque minimamente se importa, e é por isso eu agradeço.