Observação das Cores
- Bruno César Vieira

- 26 de dez. de 2025
- 1 min de leitura
entre o branco
e o preto
se percebe o cinza.
cinza,
do branco que esqueci,
e do preto que lembrava.
do cinza falei o Observador.
do branco sussurrei o Nada.
do preto berrei o Todo.
porém do todo,
o observador
não enxerga o nada.
percebo o branco,
entendo o preto,
compreendo o cinza.
caminho
que quebra
em vermelho.
Humano,
aquilo que compete,
memória e lembrança.
da memória do preto,
o todo,
nasce o azul.
O nomeio de Espaço.
e da lembrança do branco,
o nada,
nasce o amarelo.
O nomeio de Tempo.
o vermelho se organiza
como filho do amarelo,
e gera o laranja.
- O que eu meço.
ciência, técnica, método.
o limite.
porém o amarelo
ainda amava o azul,
e gera o verde.
- De onde eu Meço.
ecologia, cultura, ambiente.
o contexto.
e o azul ao olhar,
atraído pelo vermelho,
gera o roxo.
- O que não meço.
sagrado, artístico, espiritual.
o infinito.
e num colorido PB de:
laranjas, roxos, verdes,
azuis, amarelos, vermelhos...
integra cinza,
que não retorna,
porém, síntese.
Que reflete um
déjàvu monocromático.
Unidade.